domingo, 13 de novembro de 2011

Estudiosa mania de poesia

Adiciona,
Multiplica,
Implica,
E complica
Às vezes...

Fato é que
Estudar pode ser bom...
Mas sem dúvida
É o único caminho possível.

Entrego-me aos livros,
Delicio-me
Ou não... Suporto.
Variáveis sensações,
Como tudo na vida.

Bom humor ajuda.
Por isso, a rima desencontrada,
A imagem entusiasmada,
Entre tantos conceitos,
Teorias e desconhecidos adoráveis.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Atravessando o deserto

Passo a passo
O caminho se faz
Desfaz e refaz...

Verdade alguma existe.
Necessidade insiste!
Serenidade resiste?

Ah... que vazio
De sentido
E sentimento,
Esse lugar...

Mudança tão constante, angustia.
Grandeza tão exuberante, invade.
Escassez tão marcante, silencia.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Criancice

Sua pequenez
É dos maiores atributos!
Que assim vê tudo maior, melhor,
Mais importante e imponente...

Sua inocência
É das mais bonitas qualidades!
Com ela, seu coração
Crédulo, sensível e puro
Consegue captar melhor o mundo.

Sua sinceridade
É de uma nobreza incomparável!
Tanto quanto goste ou concorde
Assim será sua atitude.
Não se engana uma criança...

Celebrar o seu dia
Me faz lembrar o que fui (e sou):
Pequenez, inocência e sinceridade,
Ai que saudade!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Feliz mais um ano de vida!


Vinte e seis...
Primaveras floridas
Verões quentes
Invernos aconchegantes
Outonos reflexivos

Natais em família
Reveillons de promessas
Carnavais festivos
Páscoas achocolatadas

Férias de julho
E novembro, dezembro, janeiro
Feriados de abril, maio, junho,
E setembro, outubro, novembro!

Incontáveis...
Sorrisos abertos
Abraços amorosos
Conselhos sinceros
Olhares cuidadosos

Alegrias genuínas
Tristezas profundas
Lágrimas derramadas
Experiências únicas

Importantes...
Amigos queridos
Amores vividos
Saudades sofridas
Curadas feridas

(Ir)Relevantes...
Cabelinhos brancos
Quilinhos a mais
Marquinhas ali e acolá
Velinhas a soprar!

Me resta celebrar
Cada minuto a mais a viver! 
E viver... viver... VIVER!


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Arte-terapia

Autora da minha vida
Não ousaria ser...
Mas artista!

Que canta, dança,
Emociona, ama,
Interpreta, rima
E pinta!

Com cores suaves...
Desenho um passado distante.
Que quase não marca
Ou mancha.

Com cores alegres,
Imagino o presente:
Laranja, rosa, vermelho e verde.
Flores, amores, paixão e esperança.

Cores novas para o futuro!
Dourado e prata... as bodas.
Preto, da elegância.
Branco, para o eterno recomeço.

A tela quem traz não sou eu.
Que a vida é dádiva entregue em nossa mão,
Nos resta o pincel e a emoção.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Presente de poeta

Reflexo

O oxigênio alimenta a vida.
A flor, para mostrar suas pétalas,
Precisa do sol...
E na terra suas raízes são fincadas.

Como filho suga a vida
No seio da mãe.
Como uma nova cor
Se faz da mistura.
Como céu azul
Mostra as estrelas.

O homem que há em mim
Se anuncia
Por efeito claro, absoluto e definitivo
Pela mulher que há em ti.

Julio Cezar Hubach, me entregou hoje.
E respondo-lhe:

Dois lados

Melhor que inspirar-me
É ser musa
Da tua inspiração.

Se cantar e rimar
Meu amor por você
Já me traz imenso
Prazer...

Sentir-me em
Tão lindos
Pensamentos
E sentimentos...
Deleite.

Reconheço-o,
Meu semelhante:
Poeta, romântico,
Amigo, amante.

domingo, 11 de setembro de 2011

Indescritível

Às vezes...
Simplesmente
Faltam palavras.

Sobram gestos,
Suspiros
Olhares,
Silêncios.

E o amor,
Esse não tem medida.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Cultivar

Com a terra...
Trabalho
Preparo,
Cuidado.

E a semente...
Tempo,
Espera,
Paciência.

Na primavera...
Esplendor,
Cor,
Beija-flor.

E depois deixar...
Folhas,
Vento,
Recomeço.

Mais uma de amor

Falar de amor
Precisa inspirar
Expirar, respirar...
Mas já usei essa metáfora.

Palavras de amor
São perfumes, doces,
Flores, sabores...
E ainda as cores!

Sentir o amor
Na pele arrepia,
No peito taquicardia,
Na alma euforia.

Romance é música
Poesia, conto de fadas,
Mitologia, ficção...
Mas que real seja! Amor...

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Casalzinho

É namoro se...
O cafuné é carinho
O colo é aconchego
O abraço é abrigo
O beijo é delírio

É amor quando...
As mãos se completam
Os olhares se procuram
Os pensamentos se entendem
As almas se desejam

Será futuro caso...
Os dois estejam no mesmo caminho
E permaneçam andando, juntos.



quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Motiva Ação!

Ainda que a chuva insista
E a estrada não acabe mais.
Que tenha obstáculos:
Pontes estreitas, vales íngrimes
Armadilhas escondidas...
Ande.

Se o coração despedaçou
Outra vez
A vida frustrou
Iludiu e decepcionou...
Ame.

A voz pode embargar e engasgar
E a palavra lhe faltar.
Mas para espantar todos os males:
Cante!

Não poupe o mundo
De receber seu melhor:
Independente das circunstâncias,
Um passo a frente!

sábado, 30 de julho de 2011

Para se deliciar


Tem dias que são de se inspirar:
Qualquer coisa serve para emocionar!

Se a chuva cair, basta molhar...
A terra, a folha, o rosto, sei lá!
Se o sol aparecer, basta brilhar!
Iluminar, aquecer e pôr-se a deitar.

Se a brisa soprar, apenas soprar
E os cabelos agitar, a pele arrepiar... bastará.
Se o passarinho voar, cantar e ainda pousar,
Pertinho aqui da janela e ficar...
Nada mais irá impressionar!

É que inspiração na verdade está
No seu jeito particular de experimentar
A vida, as coisas, as pessoas, ser ou estar.
Expire, inspire
O ar, o olhar.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Princesa angustiada

Escolha real

Na dúvida... não!
Será?

Parei na pergunta,
Porque há de se escolher,
E quão difícil é preferir,
Preterir, pretender.

Sapo encantando,
Príncipe enrolado...
Não há nada de certo, errado.
Bom ou mau...
Felizardo!?

Entre amor e carinho
Fico com o respeito.
Entre paixão e calor,
Coração acelerado no peito.
Perna bambeando ou mão suada?
Boca molhada.

Quem me faz bem
E traz felicidade?
Que importa outra coisa além?
Nada, nada.

Não há mais dúvida.
Fui escolhida, tomada,
Desenhada...
Para seu conto de fadas.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Receita da amizade

Ingredientes indispensáveis

Ouvido, ombro,
Sorriso, sonho,
Conselho, colo,
Numa combinação especial.

Essencial em momentos:
Difíceis, para apoiar
Alegres, para desfrutar
Estranhos, para aturar
Incríveis, para celebrar.

Diz o necessário
No lugar do desejável.
Cutuca a fera
Ainda que ferida.
E aguarda a tempestade,
Até o arco-íris chegar.

De contar nos dedos:
A confiança, o respeito,
A tolerância, o afeto.
Amizade é para poucos...
Mas para todos.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

The Gift

Dom de mim

Entrego-me a ti,
Querida!
Verdadeira vocação,
Inspiração,
Rima em  beleza,
Ah... poesia.

De tudo
O que retorna
E me chama
De volta
A mim, a ti, a nós...

Que seja! Que veja!
Que fale! Que valha!
Que me importa
Além de sentir
É permitir...

Exale
Exalte
Expire
Exporte
Explore

Essência.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Jardim envolvente

Cultivar sentimento

Nem toda semente precisa dar frutos,
Algumas só dão flores...
E jardins inteiros se enfeitam por elas!
Pássaros e insetos se dedicam a cuidá-las.
Homens, mulheres, crianças e todo ser
Curvam-se a admirá-las, cheirá-las e podá-las, até.

Então... há que se esperar o inevitável!
Entender as entrelinhas do discurso.
Manter a ordem,
Ainda que perdendo o curso.

Afinal, a questão é sempre a mesma:
Amar não precisa prender,
Amor não precisa romance,
Amigo também ama e deseja
A presença, o carinho, a companhia
E pedir mais, para quê?

Não perceber os sinais,
Além de insensbilidade é tolice.
Afasta-se para se manter próximo.
Observa e respeita, assim permanece...
Em sua vida. Sem você.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Transitando

Pela estrada afora

Na pressa de dizer
A pressão e a impressão
No tropeço me arremesso!

E nada cresço
Ou acrescento:
Sequer um lamento,
Um tormento
Ou sentimento...

Entre avenidas e ruas,
Expresso.
Tráfego intenso!

Mais algumas palavras
Que podiam ficar,
Mas fizeram questão
De extravasar!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Poesia às pressas

Que falta ainda

Quero nunca mais querer
Nunca mais sofrer
Nunca mais dizer
Sem ninguém ouvir.

E se puder ainda
Viver e mais viver
Sentir e sorrir
A cada dia que está por vir.

Tudo que peço
É um pouco de ilusão
Para que nada mais
Seja em vão!

Nem eu, nem você
Tampouco nós dois.
Juntos até poderíamos ser
Uma história, um casal, uma revolução.
Ou quem sabe não.

sábado, 11 de junho de 2011

Duas faces da mesma

Bipolar

Com você percebi
Que posso ser casual,
Que sequer esperaria um telefonema matinal,
Que o corpo pode ser usado,
Abusado, lambuzado,
E há muitos prazeres nisso também.

Sem você entendi
Que meu coração não está descolado
E minha cabeça desencanada.
E senti a falta, a ausência,
Quase como desejei cada toque e olhar.

Por você regredi
E progredi, talvez, um pouco.
Fui ao limite do descontrole
E voltei ao extremo da razão total.
Dois pólos... bate, volta,
Entra, sai, mas não encaixa.

Através de mim
Pude ver que nada teve a ver com você.
Mas o tempo todo fui eu,
Sou eu, vivo eu, sinto eu, erro e acerto eu.
Orbitando só em torno de mim.
Giro, giro, giro,
Sem ida, nem volta.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Presente do namorado

Lista de pedidos
Abraça meu corpo
Como quem não vai embora.
Segura minhas mãos
E não solte mais.

Olhe meus olhos
Procurando minha alma por trás
Pela frente
E pelos lados.

Fica aqui perto
Afaga e acalma meu peito.
Mas não completa nada não
Seja o que for, seja.

Quero tanta coisa
Em um só ser
Que se for mesmo você
É capaz de não querer.