sábado, 30 de julho de 2011

Para se deliciar


Tem dias que são de se inspirar:
Qualquer coisa serve para emocionar!

Se a chuva cair, basta molhar...
A terra, a folha, o rosto, sei lá!
Se o sol aparecer, basta brilhar!
Iluminar, aquecer e pôr-se a deitar.

Se a brisa soprar, apenas soprar
E os cabelos agitar, a pele arrepiar... bastará.
Se o passarinho voar, cantar e ainda pousar,
Pertinho aqui da janela e ficar...
Nada mais irá impressionar!

É que inspiração na verdade está
No seu jeito particular de experimentar
A vida, as coisas, as pessoas, ser ou estar.
Expire, inspire
O ar, o olhar.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Princesa angustiada

Escolha real

Na dúvida... não!
Será?

Parei na pergunta,
Porque há de se escolher,
E quão difícil é preferir,
Preterir, pretender.

Sapo encantando,
Príncipe enrolado...
Não há nada de certo, errado.
Bom ou mau...
Felizardo!?

Entre amor e carinho
Fico com o respeito.
Entre paixão e calor,
Coração acelerado no peito.
Perna bambeando ou mão suada?
Boca molhada.

Quem me faz bem
E traz felicidade?
Que importa outra coisa além?
Nada, nada.

Não há mais dúvida.
Fui escolhida, tomada,
Desenhada...
Para seu conto de fadas.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Receita da amizade

Ingredientes indispensáveis

Ouvido, ombro,
Sorriso, sonho,
Conselho, colo,
Numa combinação especial.

Essencial em momentos:
Difíceis, para apoiar
Alegres, para desfrutar
Estranhos, para aturar
Incríveis, para celebrar.

Diz o necessário
No lugar do desejável.
Cutuca a fera
Ainda que ferida.
E aguarda a tempestade,
Até o arco-íris chegar.

De contar nos dedos:
A confiança, o respeito,
A tolerância, o afeto.
Amizade é para poucos...
Mas para todos.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

The Gift

Dom de mim

Entrego-me a ti,
Querida!
Verdadeira vocação,
Inspiração,
Rima em  beleza,
Ah... poesia.

De tudo
O que retorna
E me chama
De volta
A mim, a ti, a nós...

Que seja! Que veja!
Que fale! Que valha!
Que me importa
Além de sentir
É permitir...

Exale
Exalte
Expire
Exporte
Explore

Essência.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Jardim envolvente

Cultivar sentimento

Nem toda semente precisa dar frutos,
Algumas só dão flores...
E jardins inteiros se enfeitam por elas!
Pássaros e insetos se dedicam a cuidá-las.
Homens, mulheres, crianças e todo ser
Curvam-se a admirá-las, cheirá-las e podá-las, até.

Então... há que se esperar o inevitável!
Entender as entrelinhas do discurso.
Manter a ordem,
Ainda que perdendo o curso.

Afinal, a questão é sempre a mesma:
Amar não precisa prender,
Amor não precisa romance,
Amigo também ama e deseja
A presença, o carinho, a companhia
E pedir mais, para quê?

Não perceber os sinais,
Além de insensbilidade é tolice.
Afasta-se para se manter próximo.
Observa e respeita, assim permanece...
Em sua vida. Sem você.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Transitando

Pela estrada afora

Na pressa de dizer
A pressão e a impressão
No tropeço me arremesso!

E nada cresço
Ou acrescento:
Sequer um lamento,
Um tormento
Ou sentimento...

Entre avenidas e ruas,
Expresso.
Tráfego intenso!

Mais algumas palavras
Que podiam ficar,
Mas fizeram questão
De extravasar!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Poesia às pressas

Que falta ainda

Quero nunca mais querer
Nunca mais sofrer
Nunca mais dizer
Sem ninguém ouvir.

E se puder ainda
Viver e mais viver
Sentir e sorrir
A cada dia que está por vir.

Tudo que peço
É um pouco de ilusão
Para que nada mais
Seja em vão!

Nem eu, nem você
Tampouco nós dois.
Juntos até poderíamos ser
Uma história, um casal, uma revolução.
Ou quem sabe não.

sábado, 11 de junho de 2011

Duas faces da mesma

Bipolar

Com você percebi
Que posso ser casual,
Que sequer esperaria um telefonema matinal,
Que o corpo pode ser usado,
Abusado, lambuzado,
E há muitos prazeres nisso também.

Sem você entendi
Que meu coração não está descolado
E minha cabeça desencanada.
E senti a falta, a ausência,
Quase como desejei cada toque e olhar.

Por você regredi
E progredi, talvez, um pouco.
Fui ao limite do descontrole
E voltei ao extremo da razão total.
Dois pólos... bate, volta,
Entra, sai, mas não encaixa.

Através de mim
Pude ver que nada teve a ver com você.
Mas o tempo todo fui eu,
Sou eu, vivo eu, sinto eu, erro e acerto eu.
Orbitando só em torno de mim.
Giro, giro, giro,
Sem ida, nem volta.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Presente do namorado

Lista de pedidos
Abraça meu corpo
Como quem não vai embora.
Segura minhas mãos
E não solte mais.

Olhe meus olhos
Procurando minha alma por trás
Pela frente
E pelos lados.

Fica aqui perto
Afaga e acalma meu peito.
Mas não completa nada não
Seja o que for, seja.

Quero tanta coisa
Em um só ser
Que se for mesmo você
É capaz de não querer.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Son-h-o

Sem dormir

Quem sabe sonhar
Seja apenas um exercício
De ilusão e imaginação?

Quem sabe sonhar
Poderia até ver
Um mundo melhor
De possibilidades...

Quem sabe sonhar,
Afinal?

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Ilumina ação

Fresta aberta


Se a verdade dói
O que a mentira não causa?
E se mais vale um acaso
Que duas promessas vãs...
Como escolher?

Viver não é fácil
E isso não é novidade.
Mas sentir é ainda mais difícil.
Esconder, aprisionar, endurecer...
Sempre o caminho mais curto
Para não sofrer.

Sei não...
Chorar pode fazer extravasar,
Desmoronar o muro de medos,
Limites e feridas mal curadas.
E criar uma porta ou janela:
Para luz entrar.

E transformar cores pastéis
Em cintilantes, vivas e alegres!
O poder do brilho:
Do olhar, do sorriso, dos sentidos,
Quero perceber de novo.

E correr os riscos todos.
De encantar, apaixonar, entregar,
Decepcionar, frustrar, magoar,
Ou não.
Como saber, afinal?
Só conhecer.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Enfim só

Desencontro

Quero e desejo
Seu anseio.
Mas de mim
Só necessita o beijo...

Imagino um futuro
E um presente!
Mas a ti,
Basta esse instante.

Que fazer
Com tamanha diferença?
Desistir, aproveitar,
Permirtir, sei lá...

Sem resposta,
Melhor seguir
Sem nada ou ninguém
Esperar.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Sem trava

Comanda o salão

Em suas mãos quero sentir
Meu corpo leve, solto...
Balançar suave.

Sobe, desce,
Gira, arremessa,
Encontra e desencontra.

Qualquer que seja
O tom, o som, a marcação
Domina, indica a condução.

Sem sobressalto,
Devagar... que é para não se cansar,
Só dançar e dançar e dançar...

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Take a chance

First time

I just don't know
How to tell you my fellings
And thoughts...

The heart still beating
Like these beautiful waves
Keep trying... falling...
Not in love, please.

But something is happening:
The sky is so blue,
And the weather is so great!

Maybe it was the first time
I saw gentle and green eyes
Mixed with soft hands
And incredible kiss...
As a real man must be.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Palavras não explicam

Atrevimento próprio

Esse pequeno pássaro
Livre pelos ares...
Pena, cor e movimento.

Viaja alto,
Voa para longe.
Visita o ninho,
Vez em quando...
Mas fica pouco.

O que te anseia
É a liberdade!
A novidade!
A brevidade!

O que te espera
É o mundo...
Em beleza e tristeza,
Tudo que couber na bagagem.

Pássaro meu,
Asas abertas,
Vá onde quiser e puder!
Mas atende quando lhe chamar:
Pensamento.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Uma pedra, afinal

Intensa ternura
Um diamante delicado,
Brilhante e precioso...
Das pedras a mais dura.
Tanto encanta quanto fura.

A fragilidade aparente
É um artifício para seduzir.
Sua força escondida
Traz o verdadeiro valor.

Não se engane
Com sua beleza e transparência.
Aparências assim nos arrebatam,
Mas iludem... e arrasam.

sábado, 16 de abril de 2011

Ame-a ou deixe-o

Colonizador da imaginação

Faça-me o favor:
Saia do meu pensamento.
Peço com gentileza e educação:
Pegue todo seu charme,
Sua história, seu encanto
E vá embora. Agora.

Tenho pouco tempo
E não sei lidar com invasão.
Além do mais,
Não posso deixar ficar.

Logo descobriria um lugar
Ainda melhor,
Com vista para o mar,
Cheiro de chuva
E noite de lua...

Meu bem, acredite,
Iria querer morar,
Explorar, descobrir,
Mas já aviso:
Não vou permitir.
Tranquei a porta
Do meu coração.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Desvirtuar

Chat-ear

Rede de afetos,
Laços forjados,
Fluidez virtual:
De olhares
E contatos irreais.

Presa numa teia
Mal construída
E elaborada ao acaso.
Vítima de arriscar-se
Numa exposição sem medida.

Ah... a tal da modernidade!
Que aproxima mundos,
Constrói ferramentas,
Destrói limites.

E de tudo...
Leva e traz
Você.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Inspiração líquida

Ao encontro de si

O que fazer
Com essa enxurrada
Que veio afogar-me?

Esse descontrole
Tão sedutor!
Que me inunda e derrama
Em idéias, sensações,
Palavras, figuras...

Para que lado guiar
Tão poderosas águas?
Represar ou deixar jorrar?
Decidir, rimar, reinventar.

terça-feira, 15 de março de 2011

Em órbita

Satélite meu
Tenho a lua como companhia.
Lado a lado, segue meu caminho.
Ilumina a estrada sob meus pés.
Acende os desejos, relembra momentos.

Impõe sua presença,
Delata minha insignificância,
E mistura um pouco de romance
Com saudosa melancolia.

Fria, distante, alva e grandiosa,
Tenta aquecer essa noite,
Para que as desilusões pareçam menores
E os amores mais importantes.